thaís aragão

O primeiro zine que vi na vida foi o dela, o Grapete, de 96. Foi o ano em que formamos a banda Devótchkas, que depois virou Alcalina e deixou o CD Memorabilia. Thaís e Weaver Lima – hoje artista plástico/visual – foram responsáveis pela página PUB no jornal O Povo, infiltrando a forma e o conteúdo dos zines e outras linguagens independentes na grande mídia uma vez por semana, bem nas costas de uma colunista social. Isso foi em 97 e 98. (Tá tudo na Biblioteca Pública, pode ir lá ler). No ano seguinte ela escreveu “Tupanzine: Os indies do Brasil”, na graduação em Comunicação Social. Acho que foi o primeiro trabalho acadêmico feito aqui e aqui está: http://kalatalo.sites.uol.com.br/tese.html

Foi idéia da Thaís e do Nico de fundar a ONG ZINCO- centro de Estudo, Pesquisa e Produção em Mídia Alternativa, no fim de 2004. (Aí você volta lá na coluna de assuntos do blog e se inteira mais da Zinco).  Hoje ela mora em Porto Alegre e é produtora cultural da Federal de lá.

o Zine-se não morreu!

Ele vai acontecer de novo mês que vem, completando 8 anos de vida! Foi convite da Izabel Gurgel, diretora do Theatro José de Alencar. O Zine-se nasceu dentro do TJA e logo depois se mudou pro Benfica. Durante 5 ou 6 anos ele foi mensal, aí houve uma pausa. Mas a produção de zines em Fortaleza não parou, apenas ficou sem seu ponto de convergência principal!

E tou aqui pensando…  é, talvez por enquanto ele possa acontecer assim grandão, concentrado, junto de uma fala ilustrada e bate-papo e com projeções e mais coisa e em lugares com estrutura pra isso UMA VEZ POR ANO.

A geração que cresceu com o Zine-se virou gente grande. Isso vale pra lado ruim e pro muuuuiito bom!

essa foto foi do Zine-se de 5 anos, no pátio nobre do TJA e num é que virou um dos cartazes oficiais do Theatro? pode ir lá e espiar!

um longa em 24 págs

Passei 3 meses viajando e fiz esse mini-zine (2×2cm) em Amsterdam, antes do 2mil e Louve acabar. Foi minha primeira vez com um formato tããão picoto, mas estou gostando. Ele não pesa em canto nenhum e caso vire uma coleção a prateleira com todos cabe na carteira!

bolsinho do djérmanis

A tiragem – até agora – é de 50 exemplares e você encontra

à venda por 3 reais

na Livraria Lua Nova, ali na av.13 de maio, Benfica, em frente ao shopping. Se já tiver acabado você sobe as escadas e compra no Café Lua.

Ou comigo: 3214.2373 .. 8646.3534

em inglês e sem legendas

queijo carioca?!

Melissa Eloá é uma moça que tem escrito sobre zines&educação nas suas estudações de mestrado já há algum tempo. Tentamos nos encontrar no comecinho do ano lá em São Luís do Maranhão (a terra dela) durante o Laboratório Internacional de Mídias Livres, mas no meio do furacão de atividades só 6 meses depois é que conseguimos, dessa vez no Rio de Janeiro. Lá Melissa é uma das integrantes do grupo de pesquisa sobre Linguagens Desenhadas e Educação, mestrado em Educação pela UERJ.

- A gente se encontra no queijo.
- ?!

Aí descobri que o “queijo” é um local no meio do saguão da UERJ, conhecido de todo mundo. E lá veio a Melissa, muito simpática e curiosa. Num lanche rápido tive a felicidade de poder conhecer de pertinho mais um zineiro que já foi meu missivista: o
Roberto Hollanda. Trocamos uns zines – o dele, embora com foco nos quadrinhos/ilustrações, cabe no tipo zine-obra-de-arte-objeto – e deixei lembranças pro Bruno Privatti, pro Ramon/Zé Colméia, zineiros cariocas queridos que não tive tempo de encontrar…

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Mas antes de começar eles me levaram pra conhecer o acervo de zines e outras publicações que está virando a gibiteca da UERJ. É muita coisa, meu povo! Lá conheci o André Brown, também pesquisador ( http://cartumfazescola.zip.net ) e guia mascarado. Até encontrei um Cidade Solar no meio!

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Deixamos as máscaras (a minha trouxe de lembrança da piada gripe suína) e rumamos pra sala onde o grupo de pesquisa se reúne. Roberto pilotou o data show com as imagens que ajudavam a ilustrar minha fala sobre os zines em Fortaleza (Zine-se, ong Zinco, seminários) as oficinas no Centro Cultural Bom Jardim (Ccbj) e especialmente sobre os zines feitos com as crianças e de como as imagens se inseriam num trabalho cujo foco é estimular leitura e escrita.

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Foi um bate-papo muito gostoso e tive o prazer de conhecer também o Paulo Sgarbi (professor doutor e coordenador do grupo de pesquisa).  Como todo encontro universitário que se preze, ainda esticamos num barzinho lá em frente, com direito a guardanapos desenhados, piadas hilárias sobre orientadores&orientandos, etc. Puxa… como queria ter ficado mais tempo, a conversa foi boa demais.

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onde é que você entrou?

provavel caminho

o CCBJ está em festa!

Amanhã  no Centro Cultural Bom Jardim a biblioteca será praticamente reinaugurada. É que o povo querido do Venha Ler enviou projeto pro Ponto de Leitura e foi aprovado! Hoje mesmo todo mundo estava arrumando o novo acervo da biblioteca – agora com puffs coloridos e cgrande mural e toooodo o acervo de zines feitos em 2 anos disponível pra leitura – para a festa que será amanhã. Um zine coletivo (feito pelo Valdeci, Jorge, Angélica e Joelma) sobre nosso cotidiano de tabalho na bibliteca do CCBJ estará sendo lançado pra quem aparecer. Aqui vai uma das páginas que coube a mim.

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os bonjardinhos 3 – parte 1

O plano inicial de criar um grupo fixo (ou quase todo fixo) de zineiros no CCBJ era de adolescentes/adultos. Mas pelo jeito que as coisas vão, ele tá se formando mesmo… mas é de crianças!

catarina, talita e sara (conto a historinha dessas 2 irmãs depois) e breno.

catarina, talita e sara (conto a historinha dessas 2 irmãs depois) e breno.

essa foto foio mote pro primeiro zine.

essa foto foio mote pro primeiro zine.

mas antes a gente conversoupra se conhecer... e a pergunta era: "se voc~e fosse planta ou árvore, qualseria e porque?"

mas antes a gente conversoupra se conhecer... e a pergunta era: "se voc~e fosse planta ou árvore, qualseria e porque?"

O maior desafio é fazer com que eles -crianças entre 8 e 13 anos – escrevam textos. “Posso desenhar?” eles sempre perguntam. “Claro! Mas o desafio aqui é escrever a história. Se for desenhar, que seja pra complementar o texto.” Mas fizemos de um jeito que todos escreveram e levei pra casa pra digitar, após uma revisão individual – que é o que leva mais tempo e justo na hora em que todos estão em chamas se apinhando sobre meus ombros. Digitar só pra que os 13 textos caibam num zine de folha só, o primeirode dois, um starter. Sim, porque o zine com a caligrafia dos beibis é sempre mais lindo. E mais querido por eles e por todo mundo.
"Mas o que você quer?" e a árvore responde: "Calma Florentina, só vim pegar umas frutas mágicas" .... é da atividade seguinte, quando eles escrevemo que a árvore dizia ao garoto.

"Mas o que você quer?" e a árvore responde: "Calma Florentina, só vim pegar umas frutas mágicas" .... é da atividade seguinte, quando eles escrevemo que a árvore dizia ao garoto.E aí eu preciso pôr aqui o link pros vídeos do youtube. Mas espiem lá, procurem pelo nome cidadesolarrr (com 3 r) e outras oficinas vão aparecer.eles são tãobeibis e se lançam na tarefa de escrever com muito afinco!

e depois de montarmos 100 zines e de dividirmos entre todo mundo, cada um lê tudo em busca da melhor versão da história - fora a versão deles, claro!

e depois de montarmos 100 zines e de dividirmos entre todo mundo, cada um lê tudo em busca da melhor versão da história - fora a versão deles, claro!

oficina de zine na Vila das Artes – a cidade

Há tempos não acontecia uma oficina de zine como a que acabou ontem.

ufa! tá pronto!

ufa! tá pronto!

A turma era mista, metade alunos do Projovem e metade de zineiros/leitores de zines.

Havia a população flutuante e fixa, numa média de 20 pessoas por dia. (umas 10 pessoas foram todos os dias!)

Durou uma semana, 3 horas por dia (29 de junho a 3 de julho).

Ocupamos 3 salas diferentes ao longo da semana, uma mais linda e confortável que a outra, todas brancas feito folhas de papel.

rodrigo, as mesas maravilhos e nossas paredes que viraram janelas

rodrigo, as mesas maravilhos e nossas paredes que viraram janelas

Aconteceu num lugar público, lindo, histórico e restaurado pela prefeitura: a Vila das Artes, no centro. Com direito a passeio exploratório no Casarão do Barão de Camocim (ali em frente à praça da Bandeira e que ainda vai começar a ser restaurado também).

saudade dessa escadaria, já.

saudade dessa escadaria, já.

Tivemos disponibilidade de equipamento para além do básico: datashow, internet, mesas imeeeensas, caixa de som pra trilha sonora, cópias prévias. Usando as 3.000 cópias do plano, fizemos um zine coletivo formato A5 (1/2 A4) com 40 páginas e com uma tiragem de 150 exemplares.

a Helena resolveu costurar uns ao invés de grampear!

a Helena resolveu costurar uns ao invés de grampear!

O tema era a cidade. E os zines em si. Da forma mais intensa possível.

A Pergunta: Quando você sente que a cidade é sua?

A Pergunta: Quando você sente que a cidade é sua?

Recebemos visitas ao longo dos dias, curiosos e fanzineiros mais antigos. Mariana Marques (Barbra Brusk, que fazia o zine Faniquito), Farad (que esteve na minha terceira oficina, em 2001, chamada Ambiente Vistoriado, lá no Cefet) e Geovana (minha colega de trabalho no Centro Cultural Bom Jardim).

mariana num pliê na hora do lanche, na sala de dança.

mariana num pliê na hora do lanche, na sala de dança.

Eu não estava só como facilitadora, foi tudo idéia do Rodrigo (Tembiú). Ele me convidou pra planejar e realizar junto essa oficina que é parte de um plano maior chamado A Cidade não Pára (nome do zine feito). E ainda tinha a Eliana, que trabalha no Projovem e não só cuidou pra que os alunos estivessem lá como também esteve presente a oficina toda.

e essa oficina já começou com um zine pronto, do projovem, trazido pela Eliana!

e essa oficina já começou com um zine pronto, do projovem, trazido pela Eliana!

Não é só pelas avaliações escritas no final que eu tive certeza que essa oficina foi muito chibata-punk-rock. Nem só pelo astral do povo e pela concentração a toda hora.Teve gente que tava na sala e tinha compromisso na mesma tarde, mas acabava esquecendo e só depois se dava conta, ficando lá até o fim, muito feliz. Eu saí dirigindo pelo caminho errado mais de uma vez depois que acabava, de tanto que minha cabeça ficava a mil. (Isso acontece de vezenquando, quando a coisa é punkrock meeesmo)

todo mundo lendo o zine pronto antes de passarmos a régua

todo mundo lendo o zine pronto antes de passarmos a régua

Zines individuais apareceram antes da oficina acabar (do Leandson, da Maurilene). E reencontros! Através da Jéssica Monte, com quem eu não conversava deeesde o Seminário Cabeças de Papel 2 (julho 2007), encontrei os 17 números do zine Mares de Marte (que eu sequer sabia que existia) feito pelo George Ulisses, um garoto adorável que participou de uma oficina de zines no Colégio dos Bombeiros (há quase 1 ano!).

jéssica até trouxe o certificado pra mostrar pro povo!

jéssica até trouxe o certificado pra mostrar pro povo!

Estou dum jeito que é: cansada + feliz + cheia de planos. Acho mesmo que essa oficina foi um novo capítulo nessa série bonita chamada Zines em Fortaleza. O que virá agora? Planos! O Seminário Cabeças de Papel 3 foi mencionado muitas vezes e por gentes diferentes. Será que acontece ainda esse ano? Cenas dos próximos capítulos…..

 

os bonjardinhos 2

Pronto, acabou-se a oficina… Foram 15h divididas em 5 tardes animadas, com a criação, reprodução e distribuição de 2 zines. Um era o Brincadeiras, em que eles tinham que explicar para um E.T. (isso mesmo) como funcionanva a brincadeira preferida de cada um. O outro foi o Feliz Dia das Mães, onde cada um escrevia como era sua mãe e de que forma elas deixavam claro pra eles o quanto gostam deles. A idéia era que o segundo zine fosse formato de bolso/conradinho/1/8 de a4, mas elas escreveram muito! E nessa fase ainda é difícil ter controle sobre a legibilidade da caligrafia quando se propõe diminuir a letra. Então ficou formato cordel deitado, eles adoraram. Eu devia escanear e pôr aqui, né?

na hora em que todos se concentram ninjamente em seus textos chega dá vontade de choraaaar!

na hora em que todos se concentram ninjamente em seus textos chega dá vontade de choraaaar!

O número de crianças na turma dobrou ao longo da semana. Isso porque o primeiro zine, depois que é distribuído por eles chama mais gente e também por estarmos na sala com as janelas abertas ao invés do ar-condicionado ligado (as crianças sentem frio com muita facilidade). Aí sempre tem uns pares de olhinhos curiosos vendo tudo da janela. Peço pra ficarem lá mesmo, só observando um por bom tempo antes de decidirem se querem mesmo participar. (Muitos pensam que é aula de desenho).
adriely, cibele, mariana recém-chegada (ó a carinha de sem jeito), cristine (irmã do christian, ainda no primeiroano do colégio, mas faz questão de ajudar na linha de montagem), daniel e amauri, catarina (saiu da janela e entrou na turma), christian, rebecka e ketlen

adriely, cibele, mariana recém-chegada (ó a carinha de sem jeito), cristine (irmã do christian, ainda no primeiroano do colégio, mas faz questão de ajudar na linha de montagem), daniel e amauri, catarina (saiu da janela e entrou na turma), christian, rebecka e ketlen

Todos ficam super excitados em dias de montagem de zine, mas com essa turma entramos espontaneamente para a atividade de leitura antes do fim. A pergunta que faço à eles é: “Qual foi sua página preferida….. fora a sua, é claro! E quem quer ler?” Isso pra eles saírem mais do próprio umbigo, se conhecerem e perceber a importância de uma caligrafia legível. Fora que ter seu texto lido por um amigo pra outros amigos é um elogio e tanto!
alguém diz o número da página e lê enquanto os outros acompanham em seus próprios zines - que agora são material didático. e aí que noto quem ainda tá em fase de alfabetização, como a mariana, que tende a acompanhar olhando a pessoa, não o texto.

alguém diz o número da página e lê enquanto os outros acompanham em seus próprios zines - que agora são material didático. e aí que noto quem ainda tá em fase de alfabetização, como a mariana, que tende a acompanhar olhando a pessoa, não o texto.

mais beibis janela adentro!

mais beibis janela adentro!

- Ok, agora, meu povo, vou bater a última foto.. pensem aí no melhor almoço que a mãe de vocês já fizeram na vida de vocês!

- Ok, agora, meu povo, vou bater a última foto.. pensem aí no melhor almoço que a mãe de vocês já fizeram na vida de vocês!

os bonjardinhos

É assim que eu chamo às vezes as crianças do Centro Cultural Bom Jardim, com as quais tenho o prazer de poder trabalhar – e ver crescer – há dois anos. (Meu primeiro dia de trabalho foi bem no dia do meu aniversário. Mal sabia o presente bonito que estava ganhando…)

E essa semana, depois de ter turmas de adolescentes e jovens adultos há 4 meses, de novo está acontecendo uma oficina de zines com uma turma de crianças entre 9 e 11 anos.

eu, adriely, joyce que se escondeu, christian, cibele que fechou os olhins e sua irmã, a rebecka.

eu, adriely, joyce que se escondeu, christian, cibele que fechou os olhins e sua irmã, a rebecka.

As oficinas de zine no CCBJ são numerosas e já aconteceram com os mais diversos públicos: educadores do bairro, idosos, adolescentes e crianças. Turmas mistas também. Isso faz com que, não importando a idade ou perfil, muitos que passam pelas oficinas e se cruzam pelas ruas, escolas e paradas de ônibus já se viram em páginas de zines (e fotos, já que tento sempre pôr foto de todo mundo). Daí ouço coisas como: “Cheguei em casa como fanzine e minha avó já sabia o que era!” ou “Professora, meu professor disse que já fez oficina com a senhora e quer um zine desses que a gente tá fazendo!” ou “Posso trazer meu filho pra oficina? Ele adora desenhar e não poso deixar ele em casa só… Ele vaiadorar vir!” (E sim, temos turmas mistas, às vezes.)

As crianças do CCBJ são curiosíssimas, alegres e frequentam o Centro Cultural já há um tempo. Muitas flutuam entre os cursos, o que é ótimo. Nessa turma tivemos 4 meninas da dança e o Christian, que é o único menino do coral e já foi da capoeira. Aí, enquanto a gente monta o original do zine, hora em que eles se apinham em volta da mesa e bate uma aflição (por já estarem ali pensando e rascunhando e passando a limpo os textos há horas) e uma felicidade (porque terminaram e a visão do zine ficando pronto como um quebra-cabeças deixa todo mundo feliz) olho pra trás e ……

cibele começa a dar estrelinhas no meio da sala.

cibele começa a dar estrelinhas no meio da sala.

eu também tou é feliz, cibele!

eu também tou é feliz, cibele!

christian se junta à ela... e isso continua sendouma bela oficina de fanzine!

christian se junta à ela... e isso continua sendouma bela oficina de fanzine!